
O avanço impressionante das ferramentas de Inteligência Artificial trouxe consigo um novo e complexo desafio jurídico: os deepfakes. Trata-se de uma tecnologia capaz de substituir rostos e vozes em vídeos ou áudios de forma ultra-realista, fazendo com que uma pessoa pareça dizer ou fazer coisas que nunca aconteceram na vida real.
A criação e a divulgação de deepfakes sem autorização para ridicularizar, difamar ou aplicar golpes utilizando a imagem alheia configuram um ato ilícito civil e criminal. O uso não consentido do rosto ou da voz de alguém viola os direitos de personalidade protegidos pela Constituição Federal e pelo Código Civil.
O mercado jurídico digital já dispõe de mecanismos técnicos e periciais capazes de atestar a manipulação e a falsidade desses arquivos criados por inteligência artificial para responsabilizar os seus criadores.
Conclusão: Se a sua imagem, voz ou o nome da sua empresa foram manipulados por meio de inteligência artificial de forma abusiva, saiba que você possui o direito de exigir a remoção imediata e a indenização correspondente. Para lidar com as complexidades técnicas e jurídicas dessa nova tecnologia, busque o aconselhamento de um profissional da advocacia especializado em Direito Digital.
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