O distanciamento físico imposto pelo trabalho remoto não eliminou a ocorrência de condutas abusivas por parte de gestores ou colegas de trabalho. O assédio moral apenas migrou para o ambiente virtual, manifestando-se por meio de canais de comunicação digitais.

Exemplos comuns de assédio moral virtual incluem:

  • Cobranças excessivas e humilhantes realizadas em grupos públicos de WhatsApp ou Slack;
  • Exclusão deliberada do funcionário de reuniões importantes ou decisões de sua competência;
  • Críticas desproporcionais e piadas ofensivas disfarçadas de feedback em chamadas de vídeo;
  • Exigência de câmeras abertas permanentemente fora de situações de reuniões formais, violando a privacidade do lar.

Essas atitudes geram um ambiente de trabalho hostil e degradante, provocando danos psicológicos severos ao trabalhador, como crises de ansiedade e depressão.

Dica jurídica: Às provas no ambiente digital são altamente eficazes. Salve históricos de conversas, tire capturas de tela com datas visíveis, grave reuniões em que ocorram abusos e armazene os e-mails recebidos. Diante de situações recorrentes de violência psicológica virtual, procure o amparo de órgãos competentes ou de um advogado especializado para avaliar as medidas reparatórias cabíveis.

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